A “VERDADE” NA INFORMAÇÃO TELEVISIVA

O André diz que está cansado de fazer zapping pela overdose de programas de comentário político e económico que contaminam as grelhas dos canais de informação: “Todos querem impôr a sua verdade dos factos, deixando-se levar pelos seus partidos políticos de que são militantes ou simpatizantes”. Vem isto a propósito do filme “Verdade”, com Cate Blanchett e Robert Redford nos principais papéis, que acompanha a verídica investigação jornalística (e posterior desacreditação da mesma) sobre o eventual favorecimento de George W. Bush durante o serviço militar (questão de grande gravidade para os americanos), em plena campanha para a reeleição.

O trabalho implicou a pesquisa de documentos que foram julgados como falsos por inúmeros bloggers, o que destruiu carreira do pivot Dan Rather e da carismática produtora Mary Mapes. Na verdade nada ficou absolutamente provado, e tal como esta refere no final do filme, o seu objetivo principal era questionar se um número determinado de jovens militares texanos (onde se encontrava W Bush) foi ou não favorecido pelas suas origens familiares. Mary não hesita em qualificar ser verdade apesar dos meios de prova apresentados poderem ser falsos. Apesar de ceder ao maniqueísmo liberal (democratas bons/republicanos maus), o filme lança o debate: o que pode afinal ser considerado a verdade?

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