Money Monster

Este filme realizado por Jodie Foster com duas grandes estrelas – Clooney e Julia Roberts, aponta o dedo ao sensacionalismo da Tv e à falta de ética de um certo jornalismo espetáculo e do meio empresarial da alta finança.

Tendo como ponto de partida um homem comum, que segue os conselhos de um suposto especialista financeiro e investe todo o dinheiro de uma herança, o filme atira também contra a falta de informação e os desafios de uma vida economicamente cada vez mais difícil de uma certa classe média .

Com muita ação e um ritmo imparável, o filme entretém transmite uma mensagem importante nos dias de hoje – a decência do meio empresarial.

 

LISBOA A 360º

Desta vez o Guedes quer apenas realçar uma experiência visual no seu último passeio a Lisboa: trata-se do recém estreado Rooftop (telhado ficaria mal mas terraço era demasiado português…) das Amoreiras.

Bastam 30 segundos de elevador para chegar a um amplo terraço a mais de 150 metros de altura. O rio, a cidade histórica, avenidas novas e parque das nações ao fundo. Basta um olhar circular para abarcar tudo.

A ver sem falta!

  

MICRO HISTÓRIAS VOLUME 4

O André voltou aos seus micro contos ligados a filmes que gosta particularmente, das décadas de 1980, 1990 e 2000.

“Sem África”

Bernardete já não tinha a quinta em África, não podia ver as gazelas nem o pôr do sol do seu quarto. Mas no recanto onde vivia ainda tinha um rio e o marido Roberto que lhe lavava a cabeça nas tardes de Verão.

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“Fotografia de pai e filho”

Paulo voltou a tirar a fotografia com o filho da mesma forma, tal como acontecia desde 1990 quando viram juntos “Indiana Jones e a Última Cruzada”. Era a única coisa que os unia.

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“Maria e o periquito”

Maria estava feliz com o seu novo periquito azul. Ao colocar a gaiola na varanda, para que o pássaro pudesse ver além do que havia em casa foi atacada por dezenas de periquitos que lhe bicaram a cara. Não gostaram de ver “Os Pássaros”

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“Irmã Georgete”

A irmã Georgete era uma devota freira até o dia em que foi projetado no convento o filme “A última caminhada”, que veria pela primeira vez. No final, indignada, decidiu mudar de vida: onde é que já se viu uma freira sem maquilhagem!

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“A juventude de Benjamim”

Disseram-lhe que era filho de benjamin button, mas por mais plásticas que fizesse não conseguia rejuvenescer como o seu pai.

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DEMOLIÇÃO

O meia dose passou por um mau bocado ao perder uma amiga que lhe era muito próxima, pelo que ao ver o filme “Demolição”, com Jake Gylenhaal, percebeu bem como custa tomar consciência da perda de alguém com quem nos habituámos a estar. Esta descida aos infernos muito intensa do protagonista, que perdeu a mulher num acidente, talvez seja levada ao extremo, e não deixa de ser por vezes um pouco maçadora, mas faz sentido.

Movido pela apatia e obsessão pelas rotinas egocêntricas (exercício físico, maximizar o lucro da empresa onde trabalha), que o fazem sentir-se anestesiado na sua relação com a mulher, a personagem central precisa de algumas atitudes extremas para perceber o amor que o ligava com a ela. Tudo começa com a avaria de uma máquina de venda automática e acaba com uma demolição física e a sua desconstrução interior. Se tivesse um trabalho de edição mais preciso ficaria perfeito.

 

 

A “VERDADE” NA INFORMAÇÃO TELEVISIVA

O André diz que está cansado de fazer zapping pela overdose de programas de comentário político e económico que contaminam as grelhas dos canais de informação: “Todos querem impôr a sua verdade dos factos, deixando-se levar pelos seus partidos políticos de que são militantes ou simpatizantes”. Vem isto a propósito do filme “Verdade”, com Cate Blanchett e Robert Redford nos principais papéis, que acompanha a verídica investigação jornalística (e posterior desacreditação da mesma) sobre o eventual favorecimento de George W. Bush durante o serviço militar (questão de grande gravidade para os americanos), em plena campanha para a reeleição.

O trabalho implicou a pesquisa de documentos que foram julgados como falsos por inúmeros bloggers, o que destruiu carreira do pivot Dan Rather e da carismática produtora Mary Mapes. Na verdade nada ficou absolutamente provado, e tal como esta refere no final do filme, o seu objetivo principal era questionar se um número determinado de jovens militares texanos (onde se encontrava W Bush) foi ou não favorecido pelas suas origens familiares. Mary não hesita em qualificar ser verdade apesar dos meios de prova apresentados poderem ser falsos. Apesar de ceder ao maniqueísmo liberal (democratas bons/republicanos maus), o filme lança o debate: o que pode afinal ser considerado a verdade?

VIAJAR NO TEMPO EM SANTIAGO DA GUARDA

O Guedes gosta especialmente de conhecer e passear em locais com vestígios romanos: “pela simplicidade decorativa e sofisticação arquitetónica que se imagina nos vestígios arqueológicos das residências dos antigos habitantes do nosso território”, conta ele num tom professoral.

Vem isto a propósito do projeto Villa Sicó, um programa de valorização de vários locais com vários vestígios romanos localizados no território da Serra do Sicó. Desta vez a visita foi a Santiago da Guarda, mais precisamente ao Complexo Monumental (desde 1978), que é uma espécie de 2 em 1: o solar e a torre dos Condes de Castelo Melhor, do século XV, com vestígios manuelinos. Por baixo é possível conhecer os mosaicos decorativos da anterior função, que remonta aos século IV e V, ao período romano.

Tudo está impecavelmente restaurado e conta ainda com uma pequena loja que conta com alguns produtos da terra, a descobrir sem falta!

   
 

“45 Anos” de casados

O meia dose diz que depois de ver o filme “45 anos” ficou sem ter bem a certeza se é possível manter a confiança plena relativamente ao parceiro com quem escolhemos partilhar a nossa vida. O filme de Andrew Haigh com Charlotte Rampling como protagonista é muito cru na forma como representa a história de um casal que partilha a vida há quase 45 anos, na placidez claustrofóbica do campo inglês.

A história centra-se na semana anterior da celebração do 45º aniversário do casamento  ensombrada por uma peripécia estranha: Geoff recebe a notícia que o corpo da namorada desaparecida na neve em 1962 foi encontrado e é questionado se pretende ir buscar o corpo. Em circunstâncias normais essa questão seria esquecida uma vez que passou 45 estações felizes com outra mulher, certo? Errado. Este episódio veio despoletar memórias e registos esquecidos que vão intrometer-se na vida pacata que os dois mantinham.

“O final é o maior soco que alguma vez se pode levar no cinema”, promete o meia dose. E que tal experimentar?

 

 

Exposição de ….coisos ilustrados ou mais concretamente falos artísticos 

Diz o meia dose que este título tem uma razão de ser e que sintetiza uma certa maneira de ser portuguesa: há um certo gozo na malandrice e criatividade quando a Implosão-comunidade e ilustradores das Caldas promove o concurso “Sardas das Caldas” para votar no “Melhor Milagre Caldense”. Mas, quando se pergunta a um transeunte onde fica a dita exposição,  no momento de resposta a um certo desconforto em verbalizar: “Ah sim…pois…a exposição de… fica… naquela parte dos Silos”.

“Resumindo e concluindo: cada ilustrador criou um falo ilustrado , e confesso que é difícil escolher o preferido” – disse-me o meia dose. Aqui fica uma curta seleção de alguns para os leitores escolherem.