O CAPITÃO FALCÃO E O PROGRAMA ECONÓMICO DO PS

O Rui diz que depois da apresentação do programa económico do PS já não há esperança em ver o país a melhorar a curto prazo. Sente-se preso entre “uma austeridade mais amiga e contida do PS e o Capitão Falcão que vem do outro lado dar cabo de quem não quer uma austeridade musculada como aquela que ainda temos.”

E o que podemos fazer Rui? “Olha, ouvir a opinião da cigana anarquista e do gato Tareco”.

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Para o Herberto Helder 

 

O Rui ficou triste com o desaparecimento do Herberto Helder, não por conhecer os seus poemas, ele não é um leitor de poesia, mas por admirar a figura. Apesar de ser unanimemente elogiado pelos especialistas, Herberto optou quase sempre por desaparecer do espaço mediático num tempo em que se valoriza cada vez mais a imagem e a auto promoção.

Por isso, surpreendido pela quantidade de admiradores da sua obra que logo após a notícia inundaram as redes sociais com excertos da sua obra, aqui deixa a sua homenagem pela voz do gato Tareco e da cigana anarquista.

 

 

A CIGANA VIP

O Rui veio-me contar que estava indignado com a envolvente do Convento de Santo Agostinho, em Leiria. “Está pintado naquele azul que parece um trovão e à volta já esteve mais bonito, agora está uma tristeza! ” .

Descarregou logo numa reclamação e como ainda por cima tinha a lista VIP das finanças “entalada na  garganta” meteu os olhos no smartphone e criou mais um bocadinho de mundo da cigana anarquista e do gato Tareco.

A CIGANA ANARQUISTA NASCE EM LEIRIA

O Rui já está tão enjoado com a coleção de possíveis candidatos presidenciais que aparecem diariamente que nem me perguntou para quando era a mudança.

Passou logo à questão que o irritava e  enviou-me isto.

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Diz que quer tentar vender esta espécie de banda desenhada/ tira non sense a um jornal de Leiria, para desistir do trabalho na livraria e dedicar mais tempo à atividade sindical. Tem esperança que esta seja uma ferramenta eficaz para passar a mensagem anarco-sindicalista.

Disse-lhe que era tudo demasiado óbvio, o gato aburguesado que prefere ficar sem fazer nada do que tomar uma posição, e a anarquista (porquê cigana?) com atitude mas a querer ser chefe. Não era uma contradição com a ideologia anarquista?

Ele estranhou a minha falta de sentido de humor e reforçou que a minha resposta nem parecia vinda de um neto de um anarquista. Percebi que não valia a pena insistir e prometi-lhe que podia publicar a cigana anarquista neste blog enquanto não passar para os jornais, o que só irá acontecer no dia em que deixar de gostar de comer chocolates.

Sugeri-lhe para ele insistir  nos temas que interessam à região em vez destes temas nacionais que já todos estamos cansados de ouvir. Duvido que me ouça. Por enquanto parece que vamos ter por aqui durante um tempo a companhia da cigana anarquista e do gato Tareco.