A PAIXÃO DE CRISTO NO MUSEU JOSÉ MALHOA

O Guedes foi passear até Caldas da Rainha, aproveitou para descobrir alguns belos cavalos que se espalhavam por todo o Parque D. Carlos a propósito da Feira do Cavalo Lusitano, e depois, a propósito da Noite dos Museus, foi rever a verdadeira jóia do Museu José Malhoa das Caldas da Rainha – a representação da Paixão de Cristo pela genialidade de Bordalo Pinheiro.

Trata-se de um belo conjunto de esculturas que tratam o episódio da Paixão, com drama e expressividade. Se fosse outra a disposição e a iluminação destas inúmeras peças, certamente que, este seria um conjunto escultórico a fazer parte daquele tipo de lista top 10 coisa a visitar pelos turistas que têm descoberto Portugal.

   

   

 

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DE ÓBIDOS ÀS CALDAS DA RAINHA

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O Guedes estava feliz a contar-me o seu passeio no fim de semana passado com a….Solange (ufa acertei!). Pensei que tinha viajado até aos Açores ou descansado num hotel/spa no Algarve. Afinal foi às Caldas da Rainha e Óbidos. Tudo no mesmo dia. Está muito mudado este rapaz.

Primeiro alimentaram-se da cultura com as livrarias da Ler Devagar. Solange estava fascinada com a ideia de um  circuito de 13 livrarias temáticas em toda a Vila. Parece que estão sete abertas, no mês que vem abre a oitava.

Apesar de ser cético quanto à viabilidade do projeto, (o Guedes faz logo o plano mental de viabilidade financeira de todos os sítios onde entra), ele não deixa de sentir que é uma ideia bonita poder encontrar todos aqueles locais repletos de livros, especialmente a igreja de Santiago, que estava fechada há muitos anos. Depois brindaram com a ginjinha de Óbidos, e parece que a conversa alegrou logo.

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O descapotável circulou até às Caldas da Rainha, cidade que tem ainda saudades de um passado glamoroso de estância termal, com muito do seu património em bela decadência, como o parque D. Carlos. Entraram no museu José Malhoa, que foi o primeiro a ser construído com este fim. Agora  está requalificado mas algo antiquado na sua linguagem. “Para aqui confesso que fui arrastado pela Solange, que estudou a obra do artista, mas eu queria era ar livre”.

A verdade é que ele confirma que ficou deslumbrado com algumas peças, como a Paixão de Cristo do Rafael Bordallo Pinheiro, toda em cerâmica. “Uma maravilha, para um católico praticante como eu, fiquei comovido, palavra de honra”, continuava ele, quase a dar-me uma aula de catequese.

“A seguir  novamente alguma coisa doce na pastelaria Machado, uma pastelaria/ salão de chá dos antigos, que precisa de uma certa renovação, mas sem perder a graça antiga que tem, percebes? E os bolos, ótimos, uma delícia. O pior foi quando a Solange começou a falar de crianças, aí encenei uma tosse tão forte que fiquei quase roxo e sem respirar, depois passou, e a conversa também! Fomos direitinhos para casa”.

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