AS MEDALHAS PORTUGUESAS E OS JOGOS OLÍMPICOS

Agora que estão finalizados, o André vai ter saudades de assistir a novas provas de desportos que gosta de ver: ginástica, artística, atletismo ou saltos para a água, e que só consegue seguir pela televisão com os jogos olímpicos. Mas, o mercado da televisão assim o obriga, e não tenhamos ilusões daqui até Tóquio 2020 tudo se vai manter. Vão continuar poucos apoios para as preparações olímpicas, exigência de medalhas pelos media, horas infinitas dedicadas ao futebol e, de vez em quando, uma ou outra notícia de outro desporto quando algum português comete a proeza de ser campeão europeu ou do mundo, e receber a merecida condecoração.

Mas há uma coisa que podia ser alterada: a forma dos atletas olímpicos e das estruturas olímpicas portuguesas lidarem com os meios de comunicação social. E aqui temos dois extremos: atletas que afirmam estar confiantes quase até ao fim em como vão fazer grandes resultados e terminam em 22º lugar, como aconteceu na vela, ou outros que confirmam que apenas vão para participar ou para chegar ao fim, como aconteceu no atletismo. Talvez fosse importante que os nossos olímpicos recebessem algumas noções de como comunicar com a imprensa, permitindo assim transmitir expectativas equilibradas de um país que, de facto não apoia convenientemente o desporto de alta competição e que dificilmente poderá atingir melhores resultados.

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