AS IMAGENS DO ALFREDO CUNHA

O João meia dose ainda não sabe bem que fotógrafo quer ser. Primeiro queria fazer apenas retratos, depois passou para paisagens mas com um “toque artístico” (seja lá o que isso for), e agora que está a experimentar todas as aplicações de smartphone e a investigar fotógrafos vivos que já deram belas imagens à nossa memória, diz que quer virar se para o storytelling.

Contar uma história queres tu dizer? Perguntava lhe eu interrompendo o seu monólogo, já cansado do uso destes termos ingleses que têm tradução em português. A este propósito mandou me o link da página de Facebook do fotógrafo Alfredo Cunha acompanhado de um ” Já conhecias? Ele está a pôr muita coisa no face!”.

Página de Facebook de Alfredo Cunha

Ri-me e falei lhe de alguns dos momentos da nossa História recente que ele “apanhou” na sua objetiva: o 25 de abril, a descolonização, a presidência Mário Soares ou a queda de Ceausescu. Sem esquecer o recente ” furo” jornalístico: o retrato de Herberto Helder, o poeta que já não tinha uma fotografia feita por um profissional há muitos anos.

Tudo isto poderia ser confundido com uma página da  Wikipédia , se não tivesse tido a oportunidade de o conhecer e entrevistar pessoalmente. Aí  testemunhei  a simplicidade do Alfredo Cunha, assim como o gosto e a arte de contar uma história por trás de cada fotografia, quer seja de um poeta, uma mulher romena a chorar o morto ou de uma banda filarmónica de Vila Verde.

Herberto Helder, 2015 Alfredo Cunha

 

Bucareste-Roménia, 1990 Alfredo Cunha

 

Vila Verde, 2000 Alfredo Cunha

 

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